Quarta-feira, Janeiro 27, 2010
CORRER DESCALÇO É MELHOR
"Most people today think barefoot running is dangerous and hurts," Daniel Lieberman, a professor of human evolutionary biology at Harvard University, said in a prepared statement. "But actually you can run barefoot on the world's hardest surfaces without the slightest discomfort and pain…It might be less injurious than the way some people run in shoes."
Lieberman and his group used 3-D infrared tracking to record and study the running and strike style of three groups of runners: people who had always run barefoot, people who had always run with shoes, and people who had switched from shoe to shoeless.
They found that when runners lace up their shmancy sneakers and take off, about 75 to 80 percent land heel-first. Barefoot runners—as Homo sapiens had evolved to be—usually land toward the middle or front of the food. "People who don't wear shoes when they run have an astonishingly different strike," Lieberman said.
Without shoes, landing on the heel is painful and can translate into a collision force some 1.5 to 3 times body weight. "Barefoot runners point their toes more at landing," which helps to lessen the impact by "decreasing the effective mass of the foot that comes to a sudden stop when you land," Madhusudhan Venkadesan, an applied mathematics and human evolutionary biology postdoctoral researcher at Harvard who also worked on the study, said in a prepared statement. But as cushioned kicks have hit the streets and treadmills, that initial pain has disappeared, and runners have changed their stride, leading to a way of high-impact running that human physiology wasn't evolved for—one that the researchers posit can lead to a host of foot and leg injuries.
Perhaps it should come as no surprise that our bodies are still better engineered than new-fangled trainers. When taking into account our ancient ancestors, "humans have engaged in endurance running for millions of years," the researchers wrote in their study. "But the modern running shoe was not invented until the 1970s."
Another recent study, by the American Academy of Physical Medicine and Rehabilitation and published last December in the academy's journal, PM&R, found that wearing running shoes "increased joint torques at the hip, knee and ankle," when compared to barefoot running. Even a jog in high heels was better for joints than specialized tennis shoes.
Despite the growing movement of barefoot (or more lightly shod) runners, many researchers are calling for more evaluation before all those sweaty sneakers are abandoned. "There is no hard proof that running in shoes… causes injuries," William Jungers, a professor of anatomical sciences at Stony Brook University in Long Island, NY, wrote in a commentary that accompanies the new study. But, he asserted, "In my view there is no compelling evidence that it prevents them either." And as a boost to the barefoot argument, he added: "There are data that implicate shoes more generally as a plausible source of some types of chronic foot problems."
So perhaps you can skip those sneaks, say the study authors. "All you need is a few calluses," Lieberman said.
Quinta-feira, Novembro 19, 2009
Computadores podem ultrapassar capacidade do cérebro humano em 2019

http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/11/18/
Segunda-feira, Abril 20, 2009
Relógio mais preciso do mundo

Quarta-feira, Março 11, 2009
MIL RAZÕES PARA A PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
Ciência em Nietzsche
Terça-feira, Novembro 11, 2008
Sonda Phoenix vê neve cair em Marte
A sonda Phoenix, que explora o solo de Marte, detectou a formação de neve vinda das nuvens do planeta. Os experimentos também mostraram uma interação no passado entre minerais e água em estado líquido, um processo que ocorre na Terra.
A neve foi detectada por instrumentos que usam laser em nuvens localizadas a cerca de 4 km acima de onde a sonda está instalada. Entretanto, os flocos evaporam antes de chegar ao solo.
Em 18 de setembro, a Folha Online adiantou a descoberta de água líquida em Marte, feita pelo brasileiro Nilton Rennó, também líder de pesquisa da missão da sonda. Para o grupo de Rennó não resta dúvida de que a substância possa ser encontrada no Planeta Vermelho, embora haja outros cientistas que dizem ver apenas "indícios".
Os experimentos realizados na Phoenix também indicam a presença de carbonato de cálcio, elemento presente em esqueletos dos corais e no giz da Terra. Também há indicações de partículas que podem ser argila. "A maioria dos carbonatos na Terra se formam apenas na presença de água líquida", afirma a direção da missão, em nota.
"Nós ainda estamos coletando dados e temos muitas análises pela frente, mas estamos progredindo nas grandes questões que fizemos para nós mesmos", afirma Peter Smith, chefe de pesquisa da Phoenix, no comunicado.
A missão da Phoenix, que começou em 25 de maio e originalmente estava planejada para durar três meses, entrou no quinto mês. Agora, a nave sofre com a queda na energia solar --esse deve ser o motivo para o encerramento dos trabalhos, até o fim do ano.
Até o fim de outubro, não deve haver energia suficiente para o funcionamento do braço robótico da sonda, que faz escavações no planeta. Depois, a Phoenix deve virar "ferro velho" marciano.
Cientistas identificam proteína-chave no controle da cor das flores
Cientistas da Vrije Universiteit Amsterdã, na Holanda, identificaram uma proteína que desempenha um papel importante no controle da coloração normal das pétalas das petúnias. As pesquisas, publicadas na revista "Nature Cell Biology" e que incluem a manipulação dessa proteína-chave nas células das pétalas, podem levar à criação de flores de cores diferentes das naturais.
Os pigmentos da flor se acumulam em um compartimento de células das pétalas conhecidas como vacúolo, mas a simples presença desses pigmentos não basta para gerar as cores rosa e vermelha das petúnias.
Os cientistas conheciam alguns fatores que controlam os níveis desses pigmentos, mas até agora não estava claro como era controlada a acidez do vacúolo.
A pesquisadora Francesca Quattrocchio e seus colegas da Vrije Universiteit Amsterdã conseguiram identificar uma proteína chamada PH5, que funciona como uma bomba e gera um ambiente ácido no vacúolo.
As mutações no gene PH5 reduzem a acidez do vacúolo, o que dá lugar a petúnias azuis.
Segundo os pesquisadores, os fatores que controlam os níveis dos pigmentos da flor controlam também a expressão PH5, o que garante uma coincidência entre o pigmento e a proteína que permite seu normal funcionamento.
A capacidade de alterar o ambiente do vacúolo manipulando a proteína PH5 pode servir para criar petúnias com pétalas de cores diferentes das habituais.
Segunda-feira, Novembro 10, 2008
Quinta-feira, Novembro 06, 2008
Cientista publica primeiro genoma de homem negro
RAFAEL GARCIA
da Folha de S.Paulo
Esta semana está sendo especial para os negros não só no campo da política. Ontem, um dia após Barack Obama discursar como presidente eleito dos EUA, cientistas publicaram o primeiro genoma individual de um homem africano.
O trabalho, que sai na revista "Nature" juntamente com o genoma de um asiático, é um marco, dizem especialistas, pois amplia os dados que ajudam a revelar quantas e quais são as diferenças genéticas entre pessoas de etnias distintas.
A data de divulgação do estudo, porém, foi "mera coincidência", disse à Folha David Bentley, da empresa de biotecnologia Illumina, que liderou o trabalho. "Nós não sabíamos que Obama seria eleito."
O trabalho da Illumina e da equipe chinesa que seqüenciou um homem asiático não são exatamente análises do significado das diferenças genéticas entre indivíduos. Eles criam, porém, um material inédito sobre o qual outros cientistas poderão trabalhar.
A grande contribuição dos dois grupos foi descobrir novas "letras" do DNA humano que podem variar de uma pessoa para outra. São os chamados SNPs (polimorfismos de nucleotídeo único, no jargão biológico). Como toda pessoa tem duas versões de cada gene --uma herdada do pai, outra da mãe--, quando as duas são diferentes é possível achar novos SNPs dentro de cada um dos novos genomas.
Os dois trabalhos também compararam seus dados aos outros dois genomas individuais disponíveis (os dos biólogos americanos James Watson e Craig Venter) e com o banco de dados dbSNP, que tem informações parciais de variações entre europeus.
No genoma do africano, 26% da variabilidade achada era ainda desconhecida. "Significa 1 milhão de SNPs nunca vistos, saídos do seqüenciamento de uma única pessoa", diz Bentley. "É um bocado de individualidade." No seqüenciamento do chinês, feito no Instituto de Genômica de Pequim, 13,6% dos SNPs eram novos.
"Desracialização"
O que mais impressiona nos dados, porém, são as semelhanças, em vez das diferenças.
"Se olharmos o genoma do Venter, 30,1% dos SNPs presentes são exclusivos dele --não estão no dbSNP--, e no do Watson esse número dá 33%. O do chinês agora apresenta uma diferença de 31,8%", diz o geneticista Sérgio Danilo Pena, da UFMG, que leu os estudos na "Nature" a pedido da Folha. Grosso modo, isso significa que Venter é tão diferente de Watson quanto Watson é diferente de um chinês.
Os novos estudos, diz Pena, reforçam a tese de que dividir a humanidade em "raças" diferentes é uma idéia insustentável do ponto de vista da genética. Bentley, também, diz que prefere nem ouvir essa palavra. "Estamos comparando indivíduos, não dissemos nada sobre raças", afirmou.
Marcelo Nóbrega, geneticista da Universidade de Chicago, diz que os trabalhos na "Nature" chamam à atenção pela tecnologia usada, uma leitura expressa do DNA "picotado" em fragmentos muito pequenos. "Achava-se que essas tecnologias não dariam conta de seqüenciar o genoma humano, porque o tamanho das seqüências geradas é muito baixo, de 15 a 25 letras", disse. "Montar um texto de 3 bilhões de letras a partir de peças assim parecia impossível. Os estudos mostram que é possível."
Bentley diz que seu trabalho custou US$ 250 mil, mas a Illumina já está reduzindo o custo da técnica a migalhas. "No próximo ano esperamos que custe menos de US$ 10 mil", afirma.
